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Mensagem da Semana

A matemática do Tempo

A pandemia Coronavírus  veio desestabilizar toda  a vida individual, familiar e social. O fator tempo não ficou fora desta tempestade. Antes não tínhamos tempo para nada, a agenda era maior que nossas possibilidades. De repente nos damos conta de ter todo tempo e nada para fazer.

A matemática revela que um cidadão comum – em média – trabalha 1.784 horas anuais, algo parecido com cinco horas diárias, descontado férias, dias santos e outros dias não trabalhados. Contrastando com estas cifras, o cidadão ocupa 3.354 horas anuais com o lazer. Das 8.760 horas do ano, cerca de  2.920  horas são gastas com o sono, 584 com as refeições e 154 horas – sempre em média, adoentados. Resumindo: nove horas de cada dia são ocupadas pelo lazer ou descanso, oito horas dormindo, cinco horas trabalhando, uma hora e meia comendo e bebendo e a doença consome trinta minutos em média.

Gastando o tempo de modo dispersivo, todos reclamamos com a falta de tempo. Na realidade, todos temos o mesmo tempo do Papa, do Presidente, do motorista, do médico, do porteiro e da dona de casa.  A distribuição do tempo fica por nossa conta.  Para o executivo, para o líder político, para om operário, para o santo, o dia tem 24 horas  e a hora 60 minutos, a semana sete dias. São, portanto, 168 horas semanais, fatiadas em 1440 minutos.

Na matemática do tempo – por um esquecimento significativo – não entram as horas gastas com os outros, nem os minutos dedicados a Deus. Será justo usar o tempo apenas em nosso próprio benefício?  E Deus, que nos dá todo tempo, ficar sem  nada.

Os gregos davam ao tempo dois nomes: Cronos e Kairós. Crônus era o tempo comum, o tempo do calendário, dos anos, meses e dias. Já o Kairós era o tempo de Deus, a passagem de Deus pela nossa vida.

O tempo, que nos é dado como presente, nos será cobrado um dia. A lenda grega conta a história da Esfinge de Tebas, imortalizada por Sófocles em  Édipo Rei.  A Esfinge desafiava os passantes: decifra-me ou eu te devoro. Se não conseguirmos interpretar corretamente o tempo, ele nos vai devorar.

Um minuto diário de oração dá sentido aos  1.440 minutos de cada dia .A vida tem prazo  de validade. Sem prorrogações. O Tempo de Deus é agora.

Frei Aldo Colombo

Mensagem da Semana

O MEDO DAS SOMBRAS

Um marajá do  Oriente possuía um diamante de imenso valor. A joia estava guardada dentro de uma redoma, numa vitrine. A poucos era dado o privilégio de ver a pedra preciosa. Um dia, um príncipe, ao  ver de perto o diamante, percebeu que existia nele uma rachadura. O fato deixou o marajá abalado, convencido que seu tesouro perdera o valor.

A partir daí sugiram muitas opiniões em relação ao fato. Alguém sugeriu que o diamante fosse colocado na vitrine, num  ângulo  favorável, para que o defeito não fosse notado. Um Ministro sugeriu um inquérito para encontrar o culpado  pelo problema. Um velho e sábio conselheiro disse possuir uma maneira ideal para  resolver o problema. A sugestão foi aceita.

Passados dois meses, com o auxílio de um ouríves, a obra  foi concluída e apresentada ao marajá. Numa bandeja, coberta de veludo, estava o diamante. Na rachadura, o artista fizera o caule de uma rosa esplêndida, que gravou com fios de ouro.   A rachadura não era mais notada e a joia  cresceu em seu  esplendor.

Nas primeiras páginas da Bíblia encontramos o episódio da maçã  proibida e a pretensão de Adão em ser  igual a  Deus. Adão não admitiu sua falha pois pretendeu ser perfeito. Mesmo assim foi esconder se do olhar de Deus. A culpa e a vergonha não vêm de Deus. Dele vem a capacidade de recomeçar.

Negar os próprios defeitos, as culpas, é a tentação que persegue a humanidade. Existem em todos nós, humanos, sombras que tentamos ignorar.  Ai surge a tentação de   esconder essas sombras. A atitude inteligente é aceitar e harmonizar estas sombras e construir sobre elas como o ourives.  Ninguém de nós pode considerar-se igual a Deus. Precisamos assumir nossas limitações, nosso pecado. Precisamos perdoar-nos a nós mesmos. Só assim teremos paz.

O erro, uma vez acontecido, deve ser um novo ponto de partida e aprender com ele. Precisamos dar os nomes às nossas sombras e não negá-las.  Os  velhos filósofos escolásticos diziam: o que não é admitido não é redimido.

Ninguém de nós pode voltar ao passado e refazer uma história diferente. Podemos, isto, sim, começar hoje e construir a história que queremos. Com o mesmo começo, podemos construir o fim que desejamos.

Frei Aldo Colombo

Mensagem da Semana

Maria, mãe de Jesus e nossa mãe

A devoção mariana faz parte da identidade católica. É quase impossível encontrar um lar católico sem uma ou muitas imagens, ou gravuras, da Mãe de Jesus e nossa mãe. Não se trata de superstição ou idolatria como acusam alguns cristãos de última hora. O próprio Lutero, de quem procedem as centenas de   confissões   e seitas evangélicas, tem palavra de grande admiração por Maria.

A teologia católica sobre Maria baseia-se nas monumentais páginas do Evangelho de Lucas. Ela é a “mãe do meu Senhor”. Todas as gerações a proclamam bem-aventurada, cheia de graças. E Lucas usa o mesmo adjetivo para Jesus e para Maria:  bendita és tu entre as mulheres e bendito o fruto do teu ventre (Lc 1,42)

Também o evangelista João contribui para a piedade mariana. Na hora da redenção da humanidade, na agonia do Calvário, Maria – a mãe forte – mantinha-se de pé. E Jesus disse a João: eis ai tu mãe e a Maria, eis ai teu filho.  “ E, a partir daquela hora, o discípulo levou-a para sua casa”. (Jo, 27)

Maria esteve presente nos momentos mais difíceis da primeira comunidade: fuga para o Egito, Bodas de Caná e na Crucificação de Jesus. Ela só deixa de aparecer com a vinda do Espírito Santo.

As primeiras comunidades cristãs e os Santos Padres foram unânimes no louvor de Maria. São 15 séculos de riqueza mariana antes dos “reformadores”. Para os católicos, Maria não é um a finalidade em si mesma, mas o caminho que leva a Jesus. É um Ostensório maravilhoso que carrega o Cristo.

O Papa João XXIII afirmava que a recitação do Rosário era uma maneira muito feliz de ler a Bíblia. Tudo que é do Terço é evangélico: o Pai Nosso, a Ave Maria, o Glória e os diferentes mistérios. São rosas – rosário – que os filhos entregam à Mãe Maria.

Quando falta a mãe, por qualquer motivo, nenhuma família é feliz. Nós, católicos, temos a infinita alegria de ter uma mãe, cheia de graça, de ternura e misericórdia. Sobretudo nos momentos mais difíceis, os filhos sentem tranquilidade junto à mãe. E Maria continua, hoje, a repetir o pedido feito em Caná: “ Fazei tudo o que Ele – Jesus – vos disser“ (Jo 2,5) Com isso haverá festa, haveria alegria, haverá o bom vinho da salvação até o fim.

Frei Aldo Colombo

Mensagem da Semana

Feliz Natal e abençoado Ano Novo

Quando mais um ano se aproxima de seu fim, o Natal desperta em nós o que existe de melhor. Não pode haver tristeza quando Filho de Deus vem morar conosco.

A equipe sacerdotal – Paróquia de São Pedro – quer agradecer todas as coisas bonitas que aconteceram neste ano. Muitas mãos, muitos corações, muitas equipes, construíram mais um capítulo de nossa centenária caminhada de Fé. Leigos e Leigas em missão, como Sal e Luz, escreveram mais uma página de uma bonita história de Fé e solidariedade pelo Reino, na família, comunidade e sociedade.

Contamos com todos para o ano 2019: Cristo convoca e envia para a Missão.

Um abençoado Natal e Feliz Ano Novo!

Frei Jadir Segala, Pároco.

Mensagem da Semana

Março com São José

Algumas entidades iniciam oficialmente seus trabalhos em março. No Calendário, março é o 3° mês. No tempo do ano transcorreu a 6ª parte. Na Liturgia da Igreja está em andamento a Quaresma, espaço de quarenta dias em preparação à Páscoa, dentro do qual também é proposto o tema da Campanha da Fraternidade, neste ano, “Fraternidade e Superação da Violência” com o lema: ”Somos todos irmãos”.

Em março, entre outros eventos significativos, é lembrado São José, esposo de Maria e pai adotivo de Jesus Cristo (O mês lhe é consagrado e o dia 19 é sua festa litúrgica). Muitas comunidades o tem por padroeiro e muitas pessoas lhe levam o nome. São José dá nome a cidades, regiões, escolas, clubes, associações, institutos religiosos (como é o caso das “Irmãs de São José”, presentes em Garibaldi e em muitos lugares e países).

Pessoa simples, humilde, de pouca história, mas a quem foi confiada a importante missão de zelar pela vida humana do Filho de Deus. Poucas referências bíblicas sobre sua pessoa, levando em conta a grandeza da tarefa a ele confiada. Mas muito amado por Deus de quem mereceu total confiança, pela Igreja que o declarou seu Padroeiro, pelos devotos de todos os tempos e em todos os lugares.

“Homem justo” é o título que lhe confere o Evangelho. Que ele inspire na sociedade de hoje o senso de justiça, de respeito, de fraternidade, de busca da superação da violência com a arma do amor.

  1. José traga para as famílias de hoje o clima da família de Nazaré, harmonia familiar, compreensão, perdão, oração, confiança na providência divina, trabalho solidário, trato social honesto, acolhida alegre do chamado de Deus para colaborar na construção de um mundo mais irmão, que prepara o reino definitivo e perfeito.

Frei Celeste José Conte

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Combater a Indiferença

A campanha da fraternidade deste ano convoca a comunidade a fazermos ações para superação da violência. Um dos nossos desafios será extinguir do meio da comunidade a indiferença com o sofrimento dos pobres, talvez essa seja uma das maiores violências sociais Papa Francisco lembra, “Precisamos de nos deixar renascer, e ultrapassar a indiferença que bloqueia a solidariedade, ou deixar para trás a falsa neutralidade que impede a partilha”. Somente com a sensibilidade ao sofrimento de meus irmãos seremos mais fraternos e solidários. Diante do monstro da miséria, injustiça e violência, é necessário construir um mundo mais justo e fraterno, para que cada pessoa possa viver na paz e harmonia com a criação. O combate a violência começa na nossa maneira de entendermos a miséria humana e nós colocarmos a serviço da vida.

Frei Jadir Segala.

Mensagem da Semana

Carnaval – Quaresma

De pausa ou folga, um “recreio”, para entrar com mais empenho nas celebrações quaresmais, o carnaval passou a ser esta festa social de abrangência incomparável. É uma das festas mais animadas e representativas do mundo. Em Portugal, o entrudo, que deu origem, consistia em brincadeiras, como jogar água, ovos, farinha uns nos outros. Trazido para o Brasil, no século XVII, juntamente com outras festas carnavalescas da Europa: desfiles urbanos, máscaras e fantasias; personagens: colombina, pierrot, rei momo. Seguiram-se os blocos carnavalescos, cordões, carros alegóricos, escolas de samba, carnaval de rua… frevo, maracatu, trios elétricos (cf Vilkipidia). Assim o carnaval tornou-se a festa indispensável para a maioria dos brasileiros.

Importante é não parar no Carnaval. A festa faz bem dentro de critérios de moderação Tudo na medida certa é benéfico. A Quaresma quer nos lembrar que, além da brincadeira, temos responsabilidade, compromisso com a nossa vida e com a dos outros, com o presente e com o futuro, com o que passa e com o que permanece. As cinzas da abertura da quaresma nos apontam para o pó que seremos (Gn 1,19). Mas indicam que “Deus ergue do pó o decaído” (Sl). Por isso, converter-se da busca do que nos leva ao pó para Aquele que nos levanta do pó para a vida definitiva. “Convertei-vos e crede no Evangelho (Mc 1,15)”.

Frei Celeste J. Conte

Mensagem da Semana

Porque muda a data da Páscoa

Há uma estreita relação entre a Páscoa cristã e a Páscoa da Antiga Aliança. Instituída por Moisés.  Páscoa –Passagem –  comemorava a libertação dos judeus do cativeiro do Egito. Na comemoração era imolado um cordeiro sem mancha. Cristo é o verdadeiro Cordeiro Pascal da Nova Aliança. Sua morte redimiu todos os homens. Foi a Páscoa definitiva da nova e eterna Aliança.
Desde os primeiros tempos a Igreja tratou de celebrar solenemente esta data. Cada comunidade celebrava a Páscoa num dia escolhido. O Concílio de Nicéia, em 325, adotou uma data única, a partir da data fixada dor Moisés: na lua cheia de 14 para 15 de Nisã. O Concílio de Nicéia adotou a data de 21 de março, que era exatamente o início da primavera daquele ano. Em consequência, a Páscoa oscila entre 22 de março e 25 de abril e será celebrada no domingo seguinte à primeira lua cheia da primavera no calendário europeu.

A data da Páscoa determina as demais festas litúrgicas. Neste ano a Páscoa será a o1 de abril.  Em decorrência desta data, o início da Quaresma – Quarta-Feira de Cinzas – dia 14 de fevereiro e o Domingo de Ramos no dia 25 de março. Pentecostes, Corpo de Deus e início do Advento também são fixadas a partir da data de Páscoa.

Frei Aldo Colombo.

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