Divórcio em três minutos

Divórcio em três minutos

É possível que tenha sido o casamento mais efêmero da história. O divórcio aconteceu três minutos depois de terem jurado um amor eterno. O fato aconteceu no estado indiano de Gujarat e os pormenores foram registrados pelo jornal The Indian Times.
Namoro e casamento aconteceram dentro dos padrões culturais da região. Um brâmane – sacerdote indiano – presidiu a cerimônia, cercada de atenção das duas numerosas famílias. O deixar o templo, a noiva pisou no vestido e caiu. O noivo não mediu as palavras e disse: sua jumenta, olha onde pisa! As dores foram assumidas pela família da noiva. A família do noivo não ficou passiva e foi preciso chamar a polícia para acalmar os ânimos. Em seguida vieram os advogados das duas famílias, para redigir o documento de divórcio, solicitado pela noiva, três minutos após o casamento.
O conflito entre os dois não surgiu durante a cerimônia. As duas famílias, ao longo do namoro haviam-se intrometido no projeto dos dois. Até o jantar do casamento foi motivo de discórdia. Os presentes ofertados aos noivos, foram devolvidos. O jornal não informa se os convidados participaram do jantar.
O casamento desdobra-se em três momentos: antes, durante e depois. Antes do casamento, num tempo honesto, os noivos projetam em detalhes a vida futura. É o tempo de dar-se a conhecer e conhecer o par. É tempo também de educação mútua. Neste tempo deve ficar claro o projeto dos dois. Onde vão morar, o número de filhos, os recursos econômicos são perguntas que devem ser respondidas antes e, com isso, formar um projeto único; de duas vidas formar uma só vida.
É bom lembrar que as famílias dele e dela, de alguma maneira, vão juntas. Mas é necessário estabelecer limites. Quem vai ser feliz ou infeliz não é a sogra, não são os cunhados e cunhadas. O diálogo é importante, mas o casal deve ter plena liberdade.
É dada muita importância ao momento solene do Sim. É uma cerimônia para ficar para sempre. Porém, dura apenas meia hora. Casamento não é uma festa, mas uma vida.
Enfim sós, casados, promessa de um amor eterno. Se o antes do casamento não foi trabalhado com maturidade, o depois pode durar três minutos. É um casamento construído sobre as areias da futilidade. Aí ele pode durar três minutos. Quando o casal pretende que dure para sempre, é necessário construir sobre a rocha, previne o Evangelho. (Mt 7,24).
Frei Aldo Colombo.

compartilhar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *