Matando o Tempo

Matando o Tempo

O que é o tempo? É clássica a resposta de Santo Agostinho: todos sabemos o que é o tempo, mas não sabemos defini-lo quando nos interrogam. No horizonte da Fé, tempo é o espaço do amor de Deus.  É comum constatar: como tempo passa!  Na realidade, não é o tempo que passa; nós passamos. O tempo pode ser perdido, mas nunca recuperado. Não pode ser acumulado, mas deve ser gasto. Cada dia tem a validade de 24 horas.

A experiência do tempo entra aos poucos, em nossa vida. Um dia nos informaram que já tínhamos sete anos. Naqueles bons tempos, as semanas duravam meses, os anos pareciam séculos. Depois fomos navegando no tempo e chegamos aos 18 anos. Depois a sensação que o tempo começava a girar mais rapidamente. Assim chegaram os trinta, depois os quarenta. Depois, com espanto assumimos cinquenta anos, meio século. Passamos pela estação dos sessenta e para os mais fortes, setenta, oitenta.

Todos repetimos que não temos tempo. Temos, exatamente, as mesmas 24 horas do dia, que tiveram Francisco de Assis, Dante, Michelângelo, Cristóvão Colombo, Napoleão, Maomé, o Papa Francisco e o próprio Jesus Cristo.  Enquanto ainda podemos, precisamos distribuir melhor o nosso tempo.  Isto significa ter uma escala de valores, situando o valor de cada uma de nossas prioridades.  Por vezes, gastamos tempo demais com coisas que passam, deixando num lugar secundário aquelas que não passam. Tempo é questão de preferência.

Na contabilidade do tempo não podemos assinalar o meu tempo.  Luther  Martin King constatava: perdi tudo o que eu quis segurar em minha mão, mas fiquei com tudo aquilo que coloquei nas mãos de Deus. O tempo que desperdiçamos com o próximo e com Deus é o tempo mais bem empregado.

O tempo é um presente de Deus. Empregar nosso tempo com Deus e no serviço é um investimento garantido. A vida não pode ser considerada curta demais, quando nela cabe um grande amor. E o amor é a única moeda aceita na eternidade. A vida é a arte de aprender a amar.  É perigoso matar o tempo, porque ele nos enterra.

Em tempo: Feliz e abençoado Ano Novo!

Frei Aldo Colombo.

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