Inverno

Inverno

Depois do verão e do outono, 2018 vai pelo meio e nos introduz na estação fria. Inverno, tempo de vestir roupas grossas e até de ostentar agasalhos vistosos, de acender a lareira, de tomar um quentão, de se recolher mais cedo, de maior preguiça na hora de levantar. Tempo de contemplar a brancura dos telhados e dos campos nas manhãs de geada e mesmo a dança tênue dos flocos de neve (quando ocorre).

É tempo de ver a morte, real ou aparente, de muitas variedades de seres vivos, de notar aspectos em que a natureza se humilha diante da dominação do frio.

É tempo de dar-nos conta que temos recursos para nos proteger (casa, cobertores, fogo, aparelhos, vacinas…). Mas é também tempo de “sofrer com quem sofre”, sentir compaixão com quem não está ao alcance destes meios. De nos desfazer ao menos das sobras para que não falte a quem precisa. A solidariedade faz bem a quem recebe e a quem dá.

Inverno, tempo de parada da natureza para um retorno mais vigoroso na primavera. As estações se sucedem e se entrelaçam, com suas diferenças, quebrando a monotonia. Dentro de nós, de alguma maneira, o fenômeno se assemelha. As estações da natureza nos ensinem a não sucumbir sob os “invernos” que ameaçam nosso interior. O indivíduo, a família, os grupos, a sociedade tem seus invernos. A esperança e a ação responsável os aquece.

Frei Celeste J. Conte

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