As coisas mais importantes

As coisas mais importantes

Filho único, nasceu e passou a infância no interior. Com grande esforço, o pai o mandou para a universidade. Uma vez formado, conseguiu um bom emprego e estabilidade na vida. Mas não era feliz. Leu centenas de livros, ouviu conferências de pessoas famosas, viajou muito, mas não conseguia uma resposta definitiva.  Um invencível tédio o impedia de ser feliz.

A partir daí elaborou três perguntas que apresentou às pessoas que ele achava mais importantes nas diversas instâncias do saber. As perguntas: qual o momento mais importante da vida de um homem?  Qual a pessoa mais importante na vida de um homem?  E qual a tarefa mais importante a ser realizada na vida de um homem?

As respostas foram as mais diversas. Cada uma partia de um ponto de vista diferente e das experiências vividas. Todas elas representavam parte da verdade, mas nenhuma delas o satisfazia. Começou a cultivar o desencanto, convencido que a vida, na perspectiva de Sartre, era um absurdo. Era um teatro não ensaiado, sem roteiro, sem saber qual o seu papel.

Ele visitava regularmente seus pais. Um dia, sem esperar qualquer pista, apresentou as perguntas ao velho pai. Este, sem pensar muito, respondeu às questões. O momento mais importante da vida de um homem é sempre o momento presente.  A pessoa mais importante, continuou o pai, é sempre aquela que está a sua frente e a tarefa mais importante na vida é ser feliz.

            Perguntada ou não, Madre Teresa de Calcutá, deu sua receita. Ela começa exatamente com a afirmação: o dia mais importante é hoje. Ela enumera algumas posturas que cabem no hoje da vida: a Fé, a capacidade de servir, o perdão, a paz, o dever comprido e o sorriso. Ela conclui: a mais bela de todas as coisas é o amor.

Há pessoas que vivem saudosas do passado, há pessoas que vivem egoisticamente, ignorando os outros, há pessoas que querem tudo para si e não são felizes.  Como Teresa de Calcutá o velho analfabeto pai aprendeu na escola da vida e da fé.  Jesus revela: “Eu te louvo, ó Pai, porque ocultaste estas coisas aos sábios e as revelaste aos pequeninos ” (Mt.11,25).

Frei Aldo Colombo.

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